Mariana, MG. Go Live, Go!
Parte I
Cheguei em meu quarto 2×2, em uma pousada colonial em Mariana, Minas Gerais, na Pousada Passo do Carmo (PPC). Cheguei à noite, na chuva – o motorista disse que não chovia na região há mais de três meses – depois de 14horas de percurso. Hoje de manhã, acordei às 6h30am, tomei um café rápido, passe na agência para pegar alguns livros que serão sorteados durante o lançamento do site nesta quarta-feira (26), e fui de taxi até Congonhas, onde peguei um avião para Belo Horinzonte.
BH fica cerca de 3h30 de Mariana, e como ir de taxi para lá me custaria o mesmo que o valor gasto na passagem de São Paulo até Confins (o aeroporto da capital mineira), tratei de arrumar uma carona com alguém da empresa que comprou o software que há três meses vem sendo desenvolvido. Semana passada fiquei sabendo que os funcionários desta empresa estariam em um seminário, no Hotel Ouro Minas. Bastaria então me encontrar com um tal João, que ele me deixaria em Mariana, em seu caminho de volta. Chegando aqui, seria só agendar um taxi para me levar no dia seguinte para Germano, há 30 kilômetros de Mariana, onde fica a planta da Mineradora e também a equipe que tenho que treinar para a utilizar do sistema.
Logo cedo, o telefone não parou de tocar… Mal desembarquei no aeroporto de BH, e meu celular já não tinha mais bateria. Quase um pequeno pânico, porque como combinaria com o meu carona que eu estava a caminho, e ele deveria me aguardar? Não combinei. Ele também não apareceu. Por precaução, decidir não ir de taxi de Confins para o Hotel Ouro Minas. Descobri que tinha um ônibus que sairia 1/4 do valor, e poderia me deixar em frente ao hotel.
No ônubus, conectei meu laptop e tentei estabelecer uma comunicação via email com o meu contato no hotel. Sem respostas. Lembrei que uma amiga me disse uma vez, “ninguém vive conectado no email, o tempo todo, como você!”. E esta frase insiste em ter razão ao longo dos anos. Segui então o combinado. Fui para o hotel, de onibus mesmo, sem celular, e com a certeza de encontrar alguém. E 50 minutos depois, encontrei no corredor, o homem que salvaria minha viagem. Salvo!
Ele estava de costas para mim, parado no meio do corredor, falando com alguém ao telefone. Tinha certeza que ia surpreendê-lo. E ele me vê. Mas foi só chegar ao seu lado, para ouvir, “[O Ricardo está aqui. Vou falar com ele. Depois nos falamos. Tchau]. Ricardo… Aconteceu tudo o que temíamos….”.
Eu eu achava que o mais difícil do dia seria arrumar a carona para Germano, Marina, Minas Gerias… Bonita cidade… Lembra Ouro Preto… De longe…
E amanhã tem mais…

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