O web design que se ergueu das cinzas
Neste ano, após o pior período da Internet de todos os tempos, alguns dos principais nomes do setor estão voltando suas atenções para assuntos básicos como os standards do World Wide Web Consortium (W3C).
Os padrões exigidos pelo W3C têm vital importância para os designers, principalmente pela proliferação de ambientes diferentes que possibilitam acesso à Internet como o Playstation 2, Handhelds, celulares e até mesmo geladeiras. Padrões são as únicas maneiras de garantir que o menu de navegação de seu site não desaparecerá conforme muda a versão do browser do usuário visitante, e se tornou o ponto de discussão entre os designers e também a diferença entre a satisfação e a frustração dos usuários comuns, sobretudo após o lançamento da versão 6 do Internet Explorer e do Netscape.
Um dos motivos de fúria é que a versão 6 do IE permite as chamadas smart tags, elementos que podem ser baixados diretamente de servidores e embutidos em páginas HTML sem o consentimento dos usuários. A prática vem causando constantes panes por causa da enorme quantidade de plug-ins espalhados pela Rede.
O sucesso da Amazon, o site de Jeff Bezos, deve em parte ao fato de ser um ambiente totalmente compatível aos standards da W3C, oferecendo compatibilidade com todos os browsers disponíveis no mercado. Além disso, conseguiu guiar o usuário entre suas centenas de produtos através de um dos primeiros sistemas inteligentes de e-commerce.
Novas estratégias para web estão sendo avaliadas. A web crise teve como uma de suas conseqüências, o fechamento das empresas de grande porte, especializadas em design de Internet ou interativo. Por outro lado, vimos a proliferação de dezenas de miniagências, dedicadas ao nicho de jogos, lojas online, de design e de estratégia web, como é o caso das agências Adveractive e Recollective.
Incentivados a se unir em busca de novas fontes de renda, centenas de profissionais de Internet liberados no mercado no ano passado montaram pequenas equipes de três a sete pessoas, especializadas em Flash, Director, softwares 3D e editores audiovisuais, demonstrando que o mercado está bom para produtoras pequenas, como as brasileiras Femur e a Lobo. Este crescimento de sites criados pelas míni e pequenas agências interativas teve seu efeito colateral.
Por causa do surgimento desorganizado de sites criados em Flash, Jakob Nielsen, um dos maiores críticos de designers de Flash no mundo, desenvolveu seu método de avaliação de sites. Ele constata que 99% destes sites têm design excessivo.
Jakob baseou a pesquisa de seu livro Homepage Usability na desconstrução de 50 homepages analisadas com base em 113 regras criadas por ele. E apontou que o maior problema destes sites é de comunicação, pois todos esqueceram de apresentar ao usuário toda a informação que o site pode oferecer.
Erros desse tipo, descritos em livros como o de Jakob Nielsen, serão cada vez mais comuns aos olhos de especialistas e críticos de Internet, pois agora todos têm um site como modelo para o padrão deste ano: o Amazon, que virou o ano com lucro no faturamento pela primeira vez na história do site.
Em outras palavras, os standards do W3C e a navegação inteligente, com base nos hábitos dos usuários, se tornarão referência para toda investida séria no mercado de Internet.

This work, unless otherwise expressly stated, is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License.
Categories: Itau Cultural - Design
Tags: a bit of code, a twist of stories, and music, digital architecture, information design, multimedia, sketches

