Mapa da Cybercultura
Elliot Sharp:
Gênio da música ciberpunk, realiza a fusão de sons tirados de sucatas e restos da sociedade industrial, reciclando trastes e transformando-os em instrumentos fundindo-os aos sons eletrônicos tirados de teclados e samplers. Também escreveu música atonal inspirada na ciência fractal de Benoit Mandelbrot, lançando em 1986 o álbum Fractal
William Gibson:
Visionário autor do notório romance Neuromancer, marco da literatura ciberpunk, onde vários conceitos como o ciberespaço foi imaginado. Um dos mais talentosos escritores, fruto de uma geração que cresceu imersa na tecnologia e na cultura pop influenciada por valores de estética da contracultura, videojogos, punk rock, Comics e filmes de ficção cientifica e torror, como filmes de cineastas como George A. Romero, David Cronemberg e Ridley Scott.
H.R.Giger:
Artista suíço criador dos chamados Biomecanóides, pinturas sombrias de seres híbridos de máquina e carne. Rechaçado pela academia, é um herói da ciberdélia, estando inserido no universo iconográfico das novas gerações, tendo suas pinturas reproduzidas em capas de discos, jogos de computador e tatuagens, em muito requisitadas por adeptos do mundo ciber.
Mark Pauline:
Um dos mentores do SRL (Survival Research Laboratories), organização artística informal que se presta a realizar performances ruidosas e terroríficas feitas com monstruosos robôs teledirigidos. Os seus espetáculos tratam da interpenetração entre carne e máquina, questão essencial da cibercultura
Mike Saenz:
Autor da primeira história em quadrinhos criada no computador, “Shatter”, incluindo estética e conceitos ciberpunks. Criou também o CD-Rom interativo Virtual Valerie, um dos primeiros a explorarem o sexo virtual. Mike é considerado um dos principais defensores do cybersex.
Eduardo Kac:
Artista brasileiro atualmente residindo nos EUA é hoje um dos pioneiros da arte biotecnológica e da telepresença. Entre seus trabalhos em curso podemos destacar a polêmica criação de um coelho transgênico, no qual é enxertado um gene extraído de uma medusa que habita o oceano Pacífico. O resultado é um coelho que emite luz fluorescente esverdeada quando exposto à luz ultravioleta. Outra de suas obras polêmicas é Time Capsule, na qual um microchip de identificação é implantado em seu calcanhar esquerdo. O trabalho levanta questões sobre ética na era digital, sobre a inserção de elementos eletrônicos em interfaces úmidas, e sobre a relação entre identidade e memórias artificiais armazenadas dentro do corpo humano.
Joseph M. Rosen:
Cirurgião especializado em reconstrução do corpo, ele investiga a biônica, interface homem – máquina, implantes de nervos artificiais, simulação de operações à distância, transplante de extremidades como braços e mãos, e estuda implantes de chips neuroniais. Rosen disse certa vez que “não há nada descrito no livro Neuromancer que não possa ser feito em um de meus laboratórios com suficientes pesquisadores e dinheiro”. Neuromancer mistura um roteiro de aventura à conceitos de ciberespaço, relacionado a história a sites como “An Atlas of Cyberspace” – um interessante compêndio repleto de definições sobre a geografia do ciberespaço.
Hans Moravec:
Diretor do laboratório de robótica da Universidade Carnegie-Mellon, é um dos principais pensadores do movimento Extropy – formado por cientistas e pensadores que crêem na possibilidade de descarregar a consciência num computador, tornando o corpo humano descartável e vislumbrando uma nova forma de vida eterna: a chamada Transbiomorfose. A esse conjunto de artistas e cientistas, unem-se obras de ficção científica cinematográfica e literária, como o romances “2001, Uma Odisséia no Espaço”, de Arthur C. Clarke; “Solaris”, de Stanislaw Lem; “O Homem Bicentenário”, de Isaac Asimov; “Matrix”, dos irmãos Larry & Andy Wachowsk; “Gattaca”, de Andrew Niccol; “Tetsuo”, de Shinya Tsukamoto; “Metrópolis”, de Fritz Lang; “Blade Runner”, filem de Ridley Scott baseado na obra do visionário escritor de ficção Philip K. Dick.
Nicholas Negroponte:
É o co-foundador e presidente do Media Lab do MIT. O laboratório do media Lab conduziu o desenvolvimento de áreas, agora familiares, tais como o vídeo digital e os multimídia. Negroponte continua a explora fronteiras científicas a focalizar no estudo, na invenção e no uso criativo de tecnologias digitais, o meio para realçar a maneira como as pessoas pensam, se expressam e se comunicam. É também autor do bestseller de 1995, Vida Digital – traduzido em mais de 40 línguas. O professor Negroponte também faz parte do quadro de diretores da Motorola Inc, e já participou de mais de 20 start-ups decompanhias, incluindo a wiReD.

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Categories: biblioteca
Tags: a bit of code, a twist of stories, and music, digital architecture, information design, multimedia, sketches

