Sobre o Information Design
Em 1975, Richard Saul Wurman, na época presidindo a Associação Internacional de Arquitetura, organizou um evento que reuniu 5 mil arquitetos e designers, e nomeou este evento de “A Arquitetura da Informação”. Esse evento não só se tornou o primeiro registro oficial do uso da expressão, como também inaugurou o primeiro movimento em massa focado a discutir como os princípios do design poderiam servir para organizar, estruturar e criar informação, envolvendo atividades e processos multidisciplinares.
Nos anos 80, a maioria dos informations designers desenvolvia um trabalho dedicado a organizar o material impresso, no sentido de elaborar linguagens de sinais, gráficos e trabalhos de editoração gráfica, com o intuito de formatar a documentação conforme as necessidades de cada empresa, ou corporação. Neste período, um dos nomes de maior notabilidade é Lou Rosenfeld.
Na década seguinte, a tecnologia se tornou acessível à maioria, e adventos como a Internet e outras tecnologias interativas de comunicação trouxeram a tona novos conceitos e profissionais relacionados ao termo. Information design, information architecture, experience design, interactive design, document design etc, foram algumas das expressões que surgiram nesse período. Ao meu ver, o ID nos anos 90 seguiu em fase experimentalista. Começaram a fundir técnicas de design gráfico e arquitetura, a técnicas de marketing, redação, desenvolvimento tecnológico, criando assim um campo fértil para novas experiências.
Profissionais de ID desenvolviam projetos de sistemas de informação, ambientes tridimensionais imersivos criados com realidade virtual, padrões de documentação interna multi-plataforma, e até parque temáticos. Sem dúvida nenhuma foi um período de muita fertilidade. Alguns dos nomes que merecem destaque são Bob Jacobson (um Experience Designer), Whitney Quesenbery (uma User-Centered Information Designer) e Karen Schriver (uma Documentation Designer).
Em fim, o conceito information design, e os termos periféricos que os acompanha, vão de acordo com a especialidade e o foco de cada designer envolvido.
Para mim, termos como User-Centered Design, Experience Design e Interactive Design designariam melhor minhas aplicações de mercado, principalmente por focar em soluções de tecnologia interativa.
A essência desse profissional é fazer com que a idéia seja passada, a informação seja transmitida da melhor forma possível e seu processo arquivado. E o meio digital, o conteúdo audiovisual, é perfeito para isso.

This work, unless otherwise expressly stated, is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil License.
Categories: atuais
Tags: a bit of code, a twist of stories, and music, digital architecture, information design, multimedia, sketches

