glossário
Mapa do hipertexto
Walter Benjamin:
Embora este Walter Benjamin (1892-1940) não esteja relacionado em nada ao processo inventivo do hipertexto ou da multimídia, alguns estudiosos o consideram um visionário neste assunto, pois algumas de suas reflexões revelava os cadernos-fichários como a primeira consquita da escrita rumo a tridimensionalidade. Segundo Benjamin, os ficharios nos livraria do processo linear de folhear para buscar informações em livros e cadernos .
Vannevar Bush:
Em 1945, o físico e matemático Bush apresentou conceitos sobre o futuro do hipertexto em seu lendário artigo “As we may think“. Nele, a idéia central girava em torno dos elos de associações, maneira qual a mente humana trabalha. Segundo ele, os tradicionais sistemas de indexação, organização e troca de infomação, por serem fundados em uma ordenação hierárquicas, não são muito eficientes. Ele é o inventor do Memex (uma máquina anterior ao computador) e do conceito de elos associativos.
Douglas Engelbart:
Este realizou pesquisa nos anos 60 para aumentar o intelecto humano. Em seu trabalho, ele cita as contribuições fundamentais de Vennevar Bush, e direciona seu trabalho em aperfeiçoar o Memex com a tecnologia computacional da época. Com base nisso, Engelbart criou um Sistema Hipermídia de Groupware, chamado oNLine System (NLS). E para que fosse possível uma melhor desenvoltura com esse sistema, Engelbart inventou um dos dispositivo preferidos da atualidade, o mouse.
Ted Nelson:
Eis o inventor do termo hipertexto. Ted Nelson foi também o percursor do Napster, ao desenvolver, em 1960, o Xanadu, uma espécie de biblioteca universal, criada para a troca de arquivo: uma BBS (lembra?).
Bill Atkinson:
Atkinson é o criador do HyperCard, um sistema de hipertexto com interface gráfica lançado em 1987 e criado para rodar no MacOS, sistema operacional da Apple. O HyperCard, uma espécie de percursor do Flash, foi projetado para criar aplicações interativas, chamadas “stacks”, e com o intuito de ser uma ambiente de desenvolvimento fácil o suficiente para os usuários comuns do Macintosh, em sua maioria artistas gráficos. HyperCard tem o crédito por popularizar o hipertexto.
Tim Berners-Lee:
Em 1989, este pesquisador, junto com Anders Bergulund, ambos funcionários do CERN – laboratório europeu de física da partícula – inventaram o primeiro browser (a interface gráfica da Internet) do mundo, o primeiro servidor da Web, definiu o HTTP (Hypertext Transfer Protocol) como protocolo de comunicação oficial para troca de arquivos na Internet, e os Uniforms Resources Locators (URLs). Para batizar esse complexo inventivo, Berners-Lee havia primeiramente escolhido o nome de TimNet. Mas o grupo de pesquisadores envolvidos, entre eles Robert Caillau, sugeriu que o nome “World Wide Web” definiria melhor o seu objetivo.
GenCode:
O HTML não surgiu simplesmente de um momento de inspiração de Berners-Lee. Em 1960, a Graphic Communication Association (GCA), desenvolveu o projeto chamado “GenCode”, idealizado com base em uma linguagem de codificação genérica contituída por tags de marcação descritivas para formatar eletrônicamente documentos impressos.
GML:
O próximo grande passo nesse sentido foi a criação da Generalized Markup Language (GML), criada por três projetistas de IBM, Charles Goldfarb, Edwar Mosher e Raymond Loire, no final da década de 60. Essa linguagem surgiu como uma solução para o problema de codificação de documentos para uso em sistemas e subsistemas de informação multiplataforma. Com esse código de marcação os documentos poderiam ser editados, formatados e pesquisados por diferentes programas, devido as tags baseadas em conteúdo. Como teste final da GML, a IBM formatou todos seus manuais técnicos com essa linguagem, provando ao mercado sua eficácia. Em 1985 surgiu uma padronização do GML, o Standart Generalized Markup Language (SGML), um código bastante complexo e caro, mas que futuramente daria origem a uma versão mais compacta e eficiente, o HTML de Berners-Lee.
Mapa da Cybercultura
Elliot Sharp:
Gênio da música ciberpunk, realiza a fusão de sons tirados de sucatas e restos da sociedade industrial, reciclando trastes e transformando-os em instrumentos fundindo-os aos sons eletrônicos tirados de teclados e samplers. Também escreveu música atonal inspirada na ciência fractal de Benoit Mandelbrot, lançando em 1986 o álbum Fractal
William Gibson:
Visionário autor do notório romance Neuromancer, marco da literatura ciberpunk, onde vários conceitos como o ciberespaço foi imaginado. Um dos mais talentosos escritores, fruto de uma geração que cresceu imersa na tecnologia e na cultura pop influenciada por valores de estética da contracultura, videojogos, punk rock, Comics e filmes de ficção cientifica e torror, como filmes de cineastas como George A. Romero, David Cronemberg e Ridley Scott.
H.R.Giger:
Artista suíço criador dos chamados Biomecanóides, pinturas sombrias de seres híbridos de máquina e carne. Rechaçado pela academia, é um herói da ciberdélia, estando inserido no universo iconográfico das novas gerações, tendo suas pinturas reproduzidas em capas de discos, jogos de computador e tatuagens, em muito requisitadas por adeptos do mundo ciber.
Mark Pauline:
Um dos mentores do SRL (Survival Research Laboratories), organização artística informal que se presta a realizar performances ruidosas e terroríficas feitas com monstruosos robôs teledirigidos. Os seus espetáculos tratam da interpenetração entre carne e máquina, questão essencial da cibercultura
Mike Saenz:
Autor da primeira história em quadrinhos criada no computador, “Shatter”, incluindo estética e conceitos ciberpunks. Criou também o CD-Rom interativo Virtual Valerie, um dos primeiros a explorarem o sexo virtual. Mike é considerado um dos principais defensores do cybersex.
Eduardo Kac:
Artista brasileiro atualmente residindo nos EUA é hoje um dos pioneiros da arte biotecnológica e da telepresença. Entre seus trabalhos em curso podemos destacar a polêmica criação de um coelho transgênico, no qual é enxertado um gene extraído de uma medusa que habita o oceano Pacífico. O resultado é um coelho que emite luz fluorescente esverdeada quando exposto à luz ultravioleta. Outra de suas obras polêmicas é Time Capsule, na qual um microchip de identificação é implantado em seu calcanhar esquerdo. O trabalho levanta questões sobre ética na era digital, sobre a inserção de elementos eletrônicos em interfaces úmidas, e sobre a relação entre identidade e memórias artificiais armazenadas dentro do corpo humano.
Joseph M. Rosen:
Cirurgião especializado em reconstrução do corpo, ele investiga a biônica, interface homem – máquina, implantes de nervos artificiais, simulação de operações à distância, transplante de extremidades como braços e mãos, e estuda implantes de chips neuroniais. Rosen disse certa vez que “não há nada descrito no livro Neuromancer que não possa ser feito em um de meus laboratórios com suficientes pesquisadores e dinheiro”. Neuromancer mistura um roteiro de aventura à conceitos de ciberespaço, relacionado a história a sites como “An Atlas of Cyberspace” – um interessante compêndio repleto de definições sobre a geografia do ciberespaço.
Hans Moravec:
Diretor do laboratório de robótica da Universidade Carnegie-Mellon, é um dos principais pensadores do movimento Extropy – formado por cientistas e pensadores que crêem na possibilidade de descarregar a consciência num computador, tornando o corpo humano descartável e vislumbrando uma nova forma de vida eterna: a chamada Transbiomorfose. A esse conjunto de artistas e cientistas, unem-se obras de ficção científica cinematográfica e literária, como o romances “2001, Uma Odisséia no Espaço”, de Arthur C. Clarke; “Solaris”, de Stanislaw Lem; “O Homem Bicentenário”, de Isaac Asimov; “Matrix”, dos irmãos Larry & Andy Wachowsk; “Gattaca”, de Andrew Niccol; “Tetsuo”, de Shinya Tsukamoto; “Metrópolis”, de Fritz Lang; “Blade Runner”, filem de Ridley Scott baseado na obra do visionário escritor de ficção Philip K. Dick.
Nicholas Negroponte:
É o co-foundador e presidente do Media Lab do MIT. O laboratório do media Lab conduziu o desenvolvimento de áreas, agora familiares, tais como o vídeo digital e os multimídia. Negroponte continua a explora fronteiras científicas a focalizar no estudo, na invenção e no uso criativo de tecnologias digitais, o meio para realçar a maneira como as pessoas pensam, se expressam e se comunicam. É também autor do bestseller de 1995, Vida Digital – traduzido em mais de 40 línguas. O professor Negroponte também faz parte do quadro de diretores da Motorola Inc, e já participou de mais de 20 start-ups decompanhias, incluindo a wiReD.

